IPV6 e IPV4

Quando o IPv4 foi “pensado”, há uns quarenta anos atrás, existiam um punhado de computadores. Imaginou-se que 4 bilhões de endereços (que é mais ou menos a quantidade total de endereços diferentes que se tem com 32 bits) seriam mais do que suficientes pra sempre, afinal o computador era um instrumento caro e de utilização restrita às [grandes] universidades e grandes empresas.

A folga era tanta que resolveu se usar um esquema que “desperdiça” muitos endereços: a faixa 0.x.x.x é desprezada, a faixa 127.x.x.x é desprezada, a faixa 240.x.x.x-255.x.x.x é desprezada. Cada faixa dessa tem uns 16 milhões de endereços.

Só que um dia alguém percebeu que o computador podia ser pequeno e podia ser barato. A quantidade de computadores pelo mundo aumentou explosivamente. E a internet chegou a todos eles. Com isso, os endereços IP, que eram fartos, ficaram escassos. Além disso, algumas falhas começaram a ser descobertas. Várias delas, de segurança.

O IPv6 é uma tentativa de consertar esses erros. Primeiro, ao passar de 32 para 128 bits, o número de endereços disponíveis sobe para um número que não tem como ser expresso em português. Mesmo que a quantidade de computadores continue aumentando no dobro da velocidade atual, levaria alguns milênios pra que os endereços IPv6 se esgotassem. Junto com esse aumento no espaço de endereçamento, inseriu-se também modificações que melhoram a operação e aumentam a segurança da operação.

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